Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

ENTREVISTA DO THE NEW YORK TIMES A AMOS OZ

© Rina Castelnuevo / The New York Times

Durante quatro décadas, Amos Oz tem sido conhecido em Israel e no mundo por duas coisas, os seus fervorosos ideais políticos de esquerda e a sua ficção intimamente observadora. Ele sempre insistiu que são duas coisas distintas, e assim parecem. Os seus romances e contos não são alegorias sobre o conflito palestiniano, mas relatos produndamente tocantes de ambiguidade e melancolia. Por outro lado, os seus ensaios políticos, explicam o seu ponto de vista com uma transparência absoluta.

 

Uma das maneiras que ele tem de separar as duas formas de escrita é usando dois tipos de canetas, uma azul, a outra preta, que estão pousadas na secretária do escritório repleto de livros na sua casa, nesta pacata cidade no deserto.

 

“Nunca as misturo”, afirma Amos Oz sobre as canetas. “Uma é para mandar o governo para o Inferno. A outra é para contar histórias.”

 

Leia o resto da entrevista a Amoz Oz, publicada hoje no The New York Times, aqui.

publicado por Miguel Seara às 11:47

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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

ENTREVISTA DO HAARETZ A AMOS OZ

"Ser um israelita com setenta anos é provavelmente como ser um sueco com duzentos anos, uma vez que já vi muita coisa, já vi tudo. Nasci antes da criação do Estado, e lembro-me dos dias anteriores ao nascimento do Estado e dos primeiros dias e anos do Estado de Israel. É bom ser israelita, apesar de ser uma vida dura, mas pelo preço de uma vida normal vivemos duzentos anos."

Leia a entrevista completa do Haaretz a Amos Oz aqui.

publicado por Miguel Seara às 10:39

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FESTIVAL CELEBRA OS SETENTA ANOS DE AMOS OZ

A cidade de Arad, onde reside Amos Oz, será palco de um festival para assinalar os setenta anos do autor, que nasceu a 4 de Maio de 1939, em Jerusalém. O evento será realizado entre 7 e 9 de Maio e contará com a presença de Shimon Peres, Presidente de Israel.

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publicado por Miguel Seara às 10:01

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A TERCEIRA CONDIÇÃO – AMOS OZ

 

Um ponto de vista apaixonante sobre o conflito que opõe israelitas e palestinianos.


Fima é um sonhador totalmente incapaz de agir sobre a sua própria vida. Este homem de meia-idade sofre por sentir que decepcionou o seu pai ao acomodar-se a um emprego como recepcionista de uma clínica ginecológica, e a sua ex-mulher, a quem permitiu abandonar o casamento sem opor qualquer resistência. Fima também se decepciona a si próprio diariamente. Fascinado pela carismática Annette, nada faz para se aproximar dela e mantém uma amizade estéril com Nina, para quem cada acto sexual dá azo a uma obsessiva espiral de limpeza pessoal e doméstica. Ele não consegue sequer matar uma barata sem que se sinta sufocar em reflexões sobre o povo judeu. Fima acabará, contudo, por ter o seu momento de redenção durante um passeio pelas ruas de Jerusalém, quando se pacifica por fim com o seu estatuto de judeu errante.

publicado por Miguel Seara às 09:50

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A TERCEIRA CONDIÇÃO – A CRÍTICA

“Um romance notável. Se o leitor é daqueles que ainda não foram tocados pela magia do verbo deste escritor, sugerimos-lhe que faça a sua estreia com A Terceira Condição.”

Diário de Notícias

 

“Um livro interessante feito de memória, actualidade e afectividade. Podemos dizer que Amos Oz é a voz frontal do seu povo. Igual ao húmus da sua terra.”

A Capital

 

“Um romance de alto nível literário.”

Jornal de Notícias

 

“O mais encantador personagem literário da década.”

Elle

 

“Espantoso, electrizante e inebriante.”

The New Yorker

 

“Realista e onírico, cómico e grave, límpido mas enigmático, A Terceira Condição confirma o lugar de Amoz Oz entre os maiores romancistas contemporâneos.”

L’Hebdo

 

“Eloquente, humano, até religioso no sentido mais profundo da palavra, Amos Oz emerge como uma espécie de Orwell sionista: um homem complexo, obcecado com a decência e determinado, acima de tudo, em contar a verdade, independentemente de quem possa ofender.”

Newsweek

publicado por Miguel Seara às 09:49

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AMOS OZ

Amos Oz nasceu em Jerusalém, em 1939, no seio de uma família judaica de emigrantes russos e polacos. Aos 15 anos enfrentou o pai e abandonou Jerusalém para viver e trabalhar no kibutz de Hulda, onde completou o ensino secundário. Após terminar o serviço militar em 1961, voltou ao kibutz para trabalhar nos campos de algodão.

 

Com apenas 20 anos publicou o seu primeiro conto na prestigiante revista literária Keshet, tendo a assembleia do kibutz decidido enviá-lo para a Universidade Hebraica de Jerusalém para estudar Filosofia e Literatura. Voltou licenciado ao kibutz de Hulda, onde repartiu o tempo entre a escrita, o trabalho e o ensino.

 

Em 1967, era reservista da unidade de blindados que lutou na frente do Sinai durante a Guerra dos Seis Dias e, em Outubro de 1973, combateu na Guerra do Yom Kippur nos montes Golã.

 

Entre 1969 e 1970 foi professor convidado no St. Cross College de Oxford. Em 1975 e 1990, foi escritor residente na Universidade Hebraica de Jerusalém. Entre 1984 e 1985, passou, com a mulher e o filho, um ano como professor residente no Colorado Spring College nos Estados Unidos.

 

Amos Oz continua a dedicar-se à escrita e ao ensino. É professor catedrático de Literatura Hebraica na Universidade Ben-Gurion do Neguev em Beer Sheva.

 

Desde a Guerra de 1967, Amos Oz publicou inúmeros artigos e ensaios sobre o conflito israelo-árabe e fez campanha a favor da paz através de um compromisso baseado no mútuo reconhecimento; da convivência pacífica entre Israel e um Estado palestiniano na Cisjordânia e em Gaza. Oz foi uma das principais figuras do movimento Peace Now (Paz Agora). Os seus artigos, ensaios e a sua actividade política converteram-no numa figura ilustre de Israel.

 

Em 1991, foi eleito membro da Academia da Língua Hebraica. Em 1992, recebeu o Friendenpreis, outorgado pelo governo alemão e um dos mais prestigiantes pela luta a favor da paz. Em 2004, recebeu o Prémio Internacional da Catalunha e Uma História de Amor e Trevas o Prémio France Culture e o Prémio de Literatura do Die Welt. Em 2007, recebeu o Prémio Príncipe de Astúrias de Literatura.

 

É autor de doze romances, três livros de contos, sete ensaios e um livro infantil. No catálogo ASA estão já publicados os romances A Terceira Condição, Não Chames à Noite Noite, Uma Pantera na Cave, O Meu Michael, O Mesmo Mar e Uma História de Amor e Trevas.

 

Amos Oz é o autor israelita mais traduzido em todo o mundo, estando as suas obras disponíveis em 36 línguas.

publicado por Miguel Seara às 09:49

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AMOS OZ – PRÉMIOS E DISTINÇÕES

1965 – Prémio Holon para Artzot Ha-Tan

1968 – Prémio da Fundação Cultural Israelo-Americana

1973 – Prémio B’nai B’rith

1976 – Prémio Brenner de Literatura para Har Ha-Etzah Ha-Rah’ah

1978 – Prémio Ze’ev de Literatura Infantil para Soumchi

1983 – Prémio Bernstein de Literatura para Menuhah Nechonah

1984 – Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França

1985 – Nomeado Escritor do Ano pelo Lotos Club

1986 – Prémio Bialik de Literatura

1988 – Prémio Femina Étranger para A Caixa Negra

Prémio H. H. Wingate para A Caixa Negra

1991 – Membro da Academia de Língua Hebraica

1992 – Prémio da Paz da Feira do Livro de Frankfurt

1993 – Prémio Luchs de Literatura Infantil para Soumchi

Prémio Hamoré de Literatura Infantil para Soumchi

1994 – Prémio Maurice A. Stiller de Literatura

1997 – Cavaleiro da Cruz da Legião de Honra de França

Prémio Blue Cobra para Uma Pantera na Cave

1998 – Prémio de Literatura de Israel

1999 – O Meu Michael foi considerado um dos 100 melhores romances do século XX pela Bertelsmann

2002 – Medalha Internacional da Tolerância

Prémio Liberdade de Expressão

2003 – Prémio Wizo para O Mesmo Mar

2004 – Prémio Internacional da Catalunha

Prémio de Literatura do Die Welt para Uma História de Amor e Trevas

Prémio France Culture para Uma História de Amor e Trevas

Prémio Literário Sandro Onofri para Uma História de Amor e Trevas

Prémio Literário Ovidius

Prémio da Paz da Lombardia

2005 – Prémio Goethe de Literatura

Prémio Bruno Kreisky de Literatura Política para Uma História de Amor e Trevas

Comandante da Ordem das Artes e das Letras de França

Prémio Koret para Uma História de Amor e Trevas

Jewish Quarterly-Wingate Literary Award para Uma História de Amor e Trevas

Membro Honorário da Sociedade Helénica de Autores

2006 – Prémio Internacional Corine de Literatura

Prémio Nacional Judaico de Literatura para Uma História de Amor e Trevas

Prémio SY Agnon para Uma História de Amor e Trevas

Prémio Europa

2007 – Membro da Academia Americana de Artes e Ciências

Nomeado Homem do Ano pelo Museu de Arte de Telavive

Prémio Grinzane Cavour de Literatura

Prémio Príncipe de Astúrias de Literatura

Cruz de Honra da República Federal da Alemanha

Prémio Maggid

2008 – Prémio Stefan Heym

Prémio Dan David

Prémio Primo Levi

Prémio Ulisses

Prémio Henrich Heine

2010 –  Grande Prémio  de Budapeste

Prémio Internacional Salão do Livro de Turim

publicado por Miguel Seara às 09:44

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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

DIA 17 DE ABRIL NAS LIVRARIAS

publicado por Miguel Seara às 11:01

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